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Uma palavra sobre acessibilidade: instalando o Ubuntu utilizando o Orca

By Greyson, 25 de junho de 2010

Este tutorial descreve como uma pessoa cega pode ser autônoma para instalar o Ubuntu utilizando o leitor de telas Orca e usa como base a instalação do Ubuntu 9.10 a partir do DVD Personalizado disponível para download.
Antes de começar a instalação do Ubuntu, certifique-se de estar com o computador conectado a Internet, isto é aconselhável para que o Ubuntu possa instalar os pacotes de idioma para os aplicativos e que possa durante a instalação, fazer algumas atualizações. Se for instalar o Ubuntu junto com Windows, é muito importante que antes passe o Defrag no disco para evitar perda de dados.

Mãos a obra então…
Carregue o computador com o DVD do Ubuntu e aguarde o Orca começar a falar.

Para proceder com a instalação do Ubuntu, acione o ícone "Instalar o Sistema no Computador", localizado na Área de Trabalho. Para chegar a Área de Trabalho rapidamente, pressione CTRL+Alt+D e então localize o ícone com as setas e tecle Enter quando estiver em cima do ícone..

Aguarde alguns instantes até que o assistente de instalação seja carregado. Este assistente é composto por 7 etapas, as quais vou descrever a seguir:

Passo 1:
Neste primeiro passo temos que definir o idioma que o Ubuntu será instalado. Procure com a tecla Tab a caixa combinada com a lista de idiomas, será apresentado o idioma inglês como default, então para selecionarmos o português, pressionamos a letra "P" e uma seta para baixo para português de Portugal ou duas setas para baixo para português do Brasil. Bem provável que o Orca não fale o idioma que você está selecionando, então para confirmar, pressione Tab para sair da caixa combinada e depois retorne a essa mesma caixa com o Shift+Tab. Feita a seleção do idioma, avance para o segundo passo pressionando a barra de espaços no botão “Forward” ou “Avançar”, conforme o assistente esteja exibindo este botão.

Passo 2:
Nesta etapa selecionamos o fuso-horário. Se no passo 1 selecionou o idioma para português do Brasil, será assumido o fuso-horário para acidade de São Paulo. Então faça a seleção de acordo com a região/cidade mais próxima de onde você se encontra e avance para o próximo passo.

Passo 3:
Nesta etapa selecionamos o layout de teclado a ser utilizado. Geralmente o Ubuntu detecta o tipo de teclado conectado ao computador e já seleciona o modelo automaticamente. Basta então avançar para o próximo passo.

Passo 4
Esta é a etapa que merece mais atenção, pois é neste momento que vamos definir em que disco ou partição o Ubuntu será instalado. Navegue com a tecla Tab, até o Orca falar “Painel de rolagem”, então com as setas selecione o item “Assistido” se desejar instalar o Ubuntu no disco inteiro e avance para o próximo passo clicando no botão “Forward” ou “Avançar”. Atenção que esta seleção apaga todos os dados contidos no HD.

Caso deseje instalar o Ubuntu, juntamente com o Windows, selecione o item “Manual”, pois iremos fazer o processo de particionamento manualmente. Feita a seleção, clique no botão “Forward” para carregar o particionador.

Para instalar o Ubuntu precisamos de um tamanho mínimo departição com 5 gb e mais uma outra partição de Swap (partição que será usada como memória virtual) com 1 gb, mas aconselho que sejam separados no mínimo uma partição com 10 gb e outra com 1 gb para Swap. Naturalmente que se deseja armazenar na partição do Ubuntu seus arquivos MP3, documentos, e-mails, etc é desejável que reserve um espaço maior.
Vejamos então como particionar o disco.

Navegue com a tecla Tab até o Orca falar “Painel de rolagem”. Chegando neste item, desça com a seta até encontrar /dev/sda1 e pressione a barra de espaços para editar esta partição. Vamos então, redimensionar a partição para liberar espaço para o ubuntu.
Localize a caixa combinada que informa o tamanho da partição e digite o valor que deseja para a partição do Windows. Por exemplo se você possuir o Windows instalado em um disco de 80 gb, nesta caxa vai ter um valor próximo aos 76000, então se você deseja instalar o Ubuntu em uma partição com 10 gb aproximadamente, e considerando que precisamos de mais 1 gb para o Swap, subtraímos 11000 destes 76000, então digitamos nesta caixa o valor de 65000. feita a seleção do tamanho, pressione Tab para ir a caixa de seleção do tipo de partição, aqui é importante mantermos o mesmo formato já existente, se for a partição do Windows é bem provável que ela esteja em NTFS, então selecione na lista este formato e avance com a tecla Tab até o botão Ok sem modificar nenhum outro item, pois apenas estamos liberando um espaço da partição do Windows e não queremos que o mesmo seja apagado.
Quando você acionar o botão Ok, vai aparecer uma caixa de diálogo informando que esta modificação de tamanho que você acabou de fazer precisa ser gravada, em outras palavras ele pede a confirmação para redimensionar a partição. Pressione a barra de espaços no botão “Continuar” e aguarde alguns instantes até que o procedimento seja finalizado.
Caso o Orca fique mudo neste momento, aguarde até que o disco pare de trabalhar por completo, reinicie o ambiente gráfico com CTRL+Alt+BackSpace. Mas tenha certeza que o disco não esteja mais trabalhando para evitar algum desastre com a partição onde está o Windows.
Volte a executar o assistente de instalação e avance até o passo 4.
Vamos agora criar a partição para Ubuntu e a partição de Swap.

Novamente navegue com a tecla Tab até o Orca falar “Painel de rolagem” então desça com a seta até encontrar o item “Espaço Livre” e pressione a barra de espaços para editar a partição.
O pirmeiro item a ser definido para a nova partição é se ela vai ser uma partição primária ou lógica, sugiro que defina como uma partição lógica.
Avance para a próxima caixa, que é onde iremos definir o tamanho da partição. Com base nos valores que estamos usando de exemplo, esta caixa deverá estar exibindo um valor de 11000 aproximadamente, então vamos definir o tamanho para 10000 pois precisamos deixar 1 gb para a partição de Swap, feita a definição do tamanho da partição, avance com a tecla Tab até a caixa de definição do File System e selecione o formato Ext4.
Será bem provável que o Orca não fale o item que você está selecionando, portanto para escolher o formato Ext4, pressione a tecla home que a seleção será feita para o Ext4. Avance com a tecla Tab para a próxima caixa, onde precisamos definir o ponto de montagem da partição, digite / para que seja definida a partição como a partição raiz do sistema. Agora avance com o Tab até o botão “Ok” para confirmar a criação da partição.
Ao pressionar o botão “Ok” você irá retornar a janela principal do particionador, localize com a seta para baixo o item “Espaço Livre” e pressione a barra de espaço. Novamente surgirá a tela pra criarmos uma nova partição. Como agora vamos criar a partição de Swap, não temos muita coisa a modificar, basta localizar a caixa File System e selecionar o formato Swap. Para agilizar o processo, ao chegar nesta caixa, pressione a tecla End e depois vá subindo com a seta até o Orca falar Swap. Pronto, feita a seleção basta confirmar no botão “Ok”.
Muito bem, criada a partição para o Ubuntu e a partição Swap, você já pode avançar para o próximo passo.

Passo 5:
Nesta etapa, a primeira caixa solicita o nome do usuário. Na segunda caixa definimos o nome para login, geralmente é o mesmo da caixa do nome de usuário, nas caixas seguintes você precisa definir a senha para login e a sua respectiva confirmação. Precisamos ainda definir o nome que irá identificar o computador na rede, sugiro que não escolha um nome muito grande e que não aceite o nome que o Ubuntu sugere. Digo isto. pois o nome aqui definido, será o nome apresentado quando formos trabalhar no "Terminal", portanto, nomes grandes, fazem o Orca falar muita coisa desnecessária, causando uma fadiga auditiva.

Para concluir esta etapa podemos marcar uma caixa de seleção para que o login seja feito de forma automática. Aqui cada pessoa define o critério de segurança que deseja atribuir ao computador. Eu por exempo no meu notebook, não marco essa caixa, pois como costumo levar o note para o trabalho, isto evita que algum curioso tenha acesso aos meus arquivos.
Bom, feitas todas as definições, avance para o próximo passo.

Passo 6:
Caso esteja instalando o Ubuntu em um computador que tenha o Windows instalado, você será perguntado se deseja importar informações das contas de usuários existentes no Windows. Eu sugiro que não selecione nada e avance de imediato para o próximo passo.

Passo 7:
Nesta etapa, será apresentada uma tela com o resumo de todas as seleções feitas nos passos anteriores, basta então, acionar o botão “Forward” e aguardar que a instalação seja concluída.
O processo de instalação do Ubuntu leva de 30 a40 minutos e após concluir a instalação o Ubuntu solicita que que o sistema seja reiniciado, acione então o botão “Reiniciar Agora”. Em alguns segundos a gaveta da unidade de DVD é aberta, retire o DVD e tecle enter para continuar.

Bom, se a instalação foi feita juntamente com o Windows, agora você tem um computador com “Dual Boot” então logo que o computador é ligado, surge uma tela para selecionar qual sistema operacional será carregado.
Se você não selecionar nada, após 10 segundos o Ubuntu começa a ser carregado. Se desejar entrar no Windows, pressione a seta para baixo 4 vezes e tecle Enter.

Fonte

Lançamento DVD Ubuntu 10.04 Linux Acessível

By Greyson, 24 de junho de 2010

Lançado o DVD personalizado do Ubuntu 10.04!!

Finalmente finalizada a remasterização da nova versão do Ubuntu, incluindo aplicativos, scripts e configurações que deixam o sistema mais fácil para uso de pessoas com deficiência visual.

Principais características

* Sistema configurado para carregar em português e com o leitor de telas Orca ativo.
* Scripts para regular o tamanho da fonte, um recurso facilitador para pessoas de baixa visão.
* Troca do GKSU (programa que solicita a senha para execução de programas administrativos) por uma versão que não trava o Orca.
* Teclas de atalhos definidas para ajustar se o Orca vai ser carregado automaticamente ou não.
* Tecla de atalho definida para restaurar o Orca ao default da instalação.
*Orca configurado para ativar o ampliador de telas na janela de login.
* Definida tecla de atalho para carregar o Orca com o ampliador ativado.
*Instalado o Mozilla firefox 3.5.9 no lugar do Mozilla Firefox 3.6, por este último, apresentar problemas de acessibilidade.
* Instalado plugin que controla o Skype pelo Pidgin.

Download:
Linux Acessível 10.04.1 — Imagem ISO

Linux Acessível 10.04.1 — MD5 para verificação do download

Nota importante:
Devido a modificações no programa de remasterização, agora quando o DVD for carregado, será preciso digitar um nome de usuário para logar no sistema. Então, quando o sistema carregar e Orca começar a falar, tecle "Enter" no botão "Iniciar Sessão" e digite "tux" (nome do pingüim mascote do GNU/Linux) para o usuário, deixando o campo senha em branco.

* Na "pasta Pessoal", que pode ser acessada pelas teclas Control + Alt + H, coloquei um texto com as teclas de atalhos utilizadas nesta customização.

Skype – Resolução do problema com imagem verde no Ubuntu

By Greyson, 23 de junho de 2010

Salve meu povo….

Quem não gosta do skype não é mesmo? Só aqueles que não conhecem.

Algumas pessoas que conversam comigo, sejam brazucas ou gringos têm me perguntado como soluciona este "bendito" problema da imagem esverdeada no skype. O caso é que, por algum motivo absurdo você acha que tá tudo certinho e quando liga a câmera, BOOOOM ! você aparece mais feio que o Shrek! Brincadeira galera… a imagem aparece como se fosse uma TV fora do ar mas com essa corzinha que eu até gosto, mas prefiro na camisa do meu time. Eh, pois bem, deixa essa história pra lá e vamos ao que interessa.

Para o Ubuntu 9.10 de 32 bits

$ sudo apt-get install libv4l-0 (este pacote está disponível em 32 e 64 bits)

depois crie um arquivo em branco e copie:

#!/bin/bash
LD_PRELOAD=/usr/lib/libv4l/v4l1compat.so skype

feche o arquivo e dê permissão de execução:

$ sudo chmod +x skype

Eu criei o arquivo na área de trabalho e depois atribui um ícone a ele, o do skype é claro.

Para o Ubuntu de 64 bits:

Baixe o pacote referido acima e crie o arquivo de texto com o conteúdo:

#!/bin/bash
env LD_PRELOAD=/usr/lib32/libv4l/v4l1compat.so skype

salve o arquivo e dê permissão de execução.

Obs: ao executar o arquivo pelo modo gráfico, clique na opção "executar".

E pronto.. Agora a Fiona ficará super feliz ! :)

Obs: no pacote para o Lucid Lynx este problema já está solucionado

Definição e exemplos de uso do comando chmod

By Greyson, 23 de junho de 2010

A pedidos de amigos na internet que estão se preparando para concursos em todo o Brasil, preparei este pequeno mas esclarecedor conteúdo a respeito deste comando que tem dado o que falar nas provas da área de tecnologia.

As permissões são um dos aspectos mais importantes  do Linux. Elas são usadas para vários fins, mas servem principalmente para proteger o sistema e os arquivos dos usuários. Manipular permissões é uma atividade interessante, mas complexa ao mesmo tempo. Mas tal complexidade não deve ser interpretada como dificuldade e sim como possibilidade de lidar com uma grande variedade de configurações, o que permite criar vários tipos de proteção a arquivos e diretórios.

Como sabemos, somente o  root tem ações irrestritas no sistema, justamente por ser o usuário responsável pela configuração, administração e manutenção do Linux. Cabe a ele, por exemplo, determinar o que cada usuário pode executar, criar, modificar, etc. Naturalmente, a forma usada para especificar o que cada usuário do sistema pode fazer é a determinação de permissões. Sendo assim, neste artigo você verá como configurar permissões de arquivos e diretórios, assim como modificá-las.

Com o comando chmod (de change mode) você pode configurar permissões de duas maneiras: simbolicamente e numericamente. Primeiramente veremos o método simbólico.

Para ter uma visão mais clara da forma simbólica com o chmod, imagine que tais símbolos se encontram em duas listas, e a combinação deles gera a permissão:

Lista 1
Símbolo
u => usuário
g => grupo
O (letra 'o' maiúscula) => outro
a => todos

Lista 2
Símbolo
r => leitura
w => gravação
x => execução

Para poder combinar os símbolos destas duas listas, usam-se os operadores:

+ (sinal de adição) => adicionar permissão
- (sinal de subtração) => remover permissão
= (sinal de igualdade) => definir permissão

Para mostrar como essa combinação é feita, vamos supor que você deseje adicionar permissão de gravação no arquivo "arquivo" para um usuário. O comando a ser digitado é: (neste caso estamos levando em consideração que estamos na localização /home/usuario e que este usuário é o dono do diretório)

$ chmod u+w arquivo (lembrando que no Linux pouco importa a questão das extensões, salvo alguns casos)

O "u" indica que a permissão será dada a um usuário, o sinal de adição (+) indica que está sendo adicionada uma permissão e "w" indica que a permissão que está sendo dada é de gravação.

Caso você queira dar permissões de leitura e gravação ao seu grupo, o comando será:

$ chmod g+rw arquivo

Agora, vamos supor que o arquivo arquivo deverá estar com todas as permissões disponíveis para o grupo. Podemos usar então:

$ chmod g=rwx arquivo

Dica: crie arquivos e diretórios. Em seguida, teste a combinação de permissões com chmod. Isso lhe ajudará muito no entendimento.

Usando chmod com o método numérico

Usar o chmod com valores numéricos é uma tarefa bastante prática. Em vez de usar letras como símbolos para cada permissão, usam-se números. Se determinada permissão é habilitada, atribui-se valor 1, caso contrário, atribui-se o valor 0. Sendo assim, a string de permissões r-xr—– na forma numérica fica sendo 101100000. Essa combinação de 1 e 0 é um número binário. Mas temos ainda que acrescentar a forma decimal (ou seja, números de 0 a 9)

Como sabemos, os programadores clássicos (aqueles que programam em linguagem de baixo nível) são muito bons e matemática e como não poderia deixar de ser, usaram um método numérico para dar mais esta opção ao chmod de agregar e alterar permissões em arquivos e diretórios:

Permissão Binário Decimal
000 0
–x 001 1
-w- 010 2
-wx 011 3
r– 100 4
r-x 101 5
rw- 110 6
rwx 111 7

Viu aí? código binário em ação! daí podemos tirar as conclusões:

1º É muito mais fácil dar e alterar permissões em método numérico;

2º A visualização (entendimento) das permissões separadas ou reunidas também se torna mais simples;

Vamos deixar de blá blá blá e dar um exemplo prático? pois bem:

Antes de mais nada iremos destrinchar a tabela acima para compreendermos facilmente o exemplo:

Sempre da esquerda para a direita temos as permissões:

Ex: 421

4 = para o dono

2 = pra o grupo

1 = para todos os outros

(read) r = 4

(write) w = 2

(execution) x = 1

Certo?

E na combinação podemos ter:

(read + execution) rx = 5 –> 4+1

(read + write) rw = 6 –> 4 + 2

(read + write + execution) rwx –> 4 + 2 + 1

E finalmente 0 (zero) significa que não há permissão alguma

sendo assim:

$ chmod 600 arquivo

Qual é a permissão?

6 = o dono pode ler e escrever (4 + 2)

0 = o grupo não tem permissão

0 = o restante também não possui permissão

A complexidade explica o porquê da eficiência e da segurança que é assegurada aos sistemas baseados em Unix, por isso temos realmente de treinar bastante para compreender e dominar este assunto que em muitos casos já chegou a discussões ferrenhas em canais de IRC e nos fóruns espalhados pela rede. Espero ter sido claro e caso hajam dúvidas postem no fórum. Não esqueçam de comentar.

Samba usando banco de dados do AD para autenticar usuários em compartilhamentos

By Greyson, 23 de junho de 2010

Olá pessoal,

Acho que este artigo deve ser de grande importância inclusive para administradores de rede já que geralmente nos encontramos à frente de redes heterogêneas, principalmente com Windows e Linux. Estarei compartilhando com a comunidade minha experiência mostrando como realizar tal tarefa. Como sabemos (ou deveríamos saber) o Active Directory usa o Kerberos para autenticação de usuários no domínio. Então partindo deste princípio já podemos ter em mente quais pacotes utilizar para este processo. Não entrarei em detalhes sobre a configuração e parâmetros do samba pois existem muitos artigos e tutorais na internet e assim perderíamos o foco deste post. Pois bem, deixemos de blá blá e vamos ao que interessa:

1 – Preparando o ambiente:

Usaremos o Ubuntu 8.04 LTS (com suporte até 2013) como servidor já que o suporte oferecido pela canonical é de 5 anos, ou seja você administrador instalando esta versão terá tempo de se preparar para uma migração natural que seria o Ubuntu 10.04 que terá suporte até 2015.

2 – Baixando os pacotes necessários:

$ sudo apt-get update && sudo apt-get install krb5-user winbind ssh samba

3 – acerte o horário do seu servidor samba igual ao do servidor Active Directory pois caso contrário ele não permitirá o logon. Para quem não conhece o comando é

$ sudo su

senha:

# date mmddhhmmyyyy

# exit

mm: Mês

dd: Dia

hh: hora

mm: Minuto

yyyy: Ano

3 – Editando os arquivos necessários:

Obs: recomendo fortemente daqui pra frente antes de editar os arquivos realizar uma cópia dos mesmos pois caso algo dê errado, será possível a restauração dos mesmos. Claro que muitos sabem dessas precauções, mas fica aí a dica.

$ sudo nano /etc/resolv.conf

Altere o arquivo conforme o modelo abaixo:

search seu.dominio
nameserver ip_do_dns_primario
nameserver ip_do_dns_secundario

Salve e feche o arquivo.

$ sudo nano /etc/hosts

Altere o arquivo /etc/hosts, conforme o modelo: (neste caso apenas edite a ultima linha)

127.0.0.1 localhost

# The following lines are desirable for IPv6 capable hosts

::1 ip6-localhost ip6-loopback

fe00::0 ip6-localnet

ff00::0 ip6-mcastprefix

ff02::1 ip6-allnodes

ff02::2 ip6-allrouters

ff02::3 ip6-allhosts

ip_do_host nome_da_maquina.seu.dominio nome_do_host

Salve e feche o arquivo.

$ sudo nano /etc/nsswitch.conf

Altere o arquivo /etc/nsswitch.conf conforme abaixo:

passwd: compat winbind
group: compat winbind
shadow: compat

hosts: files mdns4_minimal [NOTFOUND=return] dns mdns4
networks: files

protocols: db files
services: db files
ethers: db files
rpc: db files

netgroup: nis

Salve e feche o arquivo.

$ sudo nano /etc/krb5.conf

Edite o arquivo /etc/krb5.conf e deixe-o assim:

[logging]
default = FILE:/var/log/krb5libs.log
kdc = FILE:/var/log/krb5kdc.log
admin_server = FILE:/var/log/kadmind.log
[libdefaults]
default_realm = SEU.DOMINIO
dns_lookup_realm = true
dns_lookup_kdc = true
ticket_lifetime = 24h
forwardable = yes
[realms]
SEU.DOMINIO = {
kdc = servidor.seu.dominio
admin_server = servidor. seu.dominio
default_domain = SEU.DOMINIO
}
[domain_realm]
.dominio.seu = SEU.DOMINIO
dominio.seu = SEU.DOMINIO
[kdc]
profile = /var/kerberos/krb5kdc/kdc.conf
[appdefaults]
pam = {
debug = false
ticket_lifetime = 36000
renew_lifetime = 36000
forwardable = true
krb4_convert = false
}

Salve e feche o arquivo.

Para verificar que você consegue se autenticar via kerberos execute o comando:

kinit usuario@ SEU.DOMINIO

Será solicitada a senha do usuário. Se não der nenhuma mensagem de erro, execute o comando klist. Se for mostrada uma mensagem parecida com a abaixo, você se autenticou com sucesso:

Ticket cache: FILE:/tmp/krb5cc_1000
Default principal: usuario@SEU.DOMINIO
Valid starting Expires Service pricipal

RENEW UNTIL 01/31/10 16:12:30

01/30/10 18:12:30 01/31/10 04:12:34 krbtgt/SEU.DOMINIO@SEU.DOMINIO

$ sudo nano /etc/samba/smb.conf

Altere o arquivo /etc/samba/smb.conf conforme abaixo:

[global]
workgroup = dominio
security = ads
log file = /var/log/samba/%m.log
max log size = 50
dns proxy = no
password server = servidor.seu.dominio
realm = SEU.DOMINIO
idmap uid = 16777216-33554431
idmap gid = 16777216-33554431
template shell = /bin/bash
winbind use default domain = true
winbind enum users = yes
winbind enum groups = yes

Aqui você também acrescentar outros parâmetros como a lixeira do samba, full audit, obviamente os compartilhamentos, impressoras etc. Porém estes parâmetros acima são apenas o necessário para a autenticação.

Salve e feche o arquivo.

Vamos editar os módulos do PAM:

$ sudo nano /etc/pam.d/common-account

O arquivo /etc/pam.d/common-account deve conter somente as linhas:

account sufficient pam_winbind.so
account required pam_unix.so

Salve e feche o arquivo.

$ sudo nano /etc/pam.d/common-auth

O arquivo /etc/pam.d/common-auth deve conter somente as linhas:

auth required pam_listfile.so item=user sense=allow file=/etc/system_users onerr=fail
auth sufficient pam_winbind.so
auth required pam_unix.so nullok_secure use_first_pass

Salve e feche o arquivo.

$ sudo nano /etc/pam.d/common-session

Inclua no arquivo /etc/pam.d/common-session a linha:

session required pam_mkhomedir.so umask=0022 skel=/etc/skel

Salve e feche o arquivo.

Crie o arquivo /etc/system_users e coloque os usuários, um em cada linha, que deseja permitir logon no computador. NÃO ESQUEÇA DE SEUS USUÁRIOS LOCAIS.

$ sudo touch /etc/system_users

$ sudo nano /etc/system_users

Depois de adicionados os usuários, salve e feche o arquivo.

Crie o diretório que conterá o home dos usuários do domínio:

$ sudo mkdir /home/DOMINIO

4 – Adicione o computador ao domínio com o comando:

net ads join -U usuario_com_permissao_adicionar@SEU.DOMINIO

5 – Reinicie os serviços:

$ sudo /etc/init.d/samba restart

$ sudo /etc/init.d/winbind restart

$ sudo /etc/init.d/ssh restart

Se você por acaso adicionou usuários do domínio para acessar o servidor faça o teste:

ssh usuario_do_dominio@_seu_servidor

(se por acaso você usar uma porta diferente da 22 especifique com o parâmetro -p porta_do_ssh)

Agora ao criar as permissões no seu domínio Active Directory elas se refletirão diretamente no seu servidor samba.

Por exemplo:

Temos dois usuarios: maria e jose pertencentes ao grupo financeiro

No seu servidor samba basta configurar as permissões utilizando dos parâmetros usados no seu dominio.

Um exemplo de compartilhamento seria:

[financeiro]

path = /departamentos/financeiro

writable = yes

browseable = yes

create mask = 0770

directory mask = 0770

Assim se maria e jose pertencerem ao grupo financeiro, eles poderão além do dono da pasta acessar e criar arquivos e diretórios dentro do compartilhamento.

Para configurar as permissões locais nos diretórios:

$ sudo chgrp financeiro /departamentos/financeiro -R

$ sudo chmod 770 /departamentos/financeiro -R

Está feito. Logicamente se trata de um exemplo. Cada ambiente possui suas necessidades e o Administador deve ser responsável pelo ambiente de sua rede a que é responsável.

Espero ter sido útil neste artigo.

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