Posts tagged: Linux

Configurando layout de teclado via linha de comando

By Greyson, 8 de julho de 2010

Essa dica é interessante pros que tiveram problemas com teclado inclusive com notebooks e não tem muita paciência de testar as opções em modo gráfico.

Trocando o layout do teclado.

Segue a solução para acentuação.

Abra o terminal (console ou consola)

Edite o arquivo /etc/profile como super usuário ou sudo e inclua a linha abaixo para resolver o problema do layout US com deadkeys (sem cedilha):

Setando o layout do teclado para US com deadkeys
# setxkbmap -model pc104 -layout us_intl -variant basic

Para setar o layout para abnt2, segue a linha a ser incluída no arquivo /etc/profile:
Setando o layout do teclado para ABNT2
# setxkbmap -model pc104 -layout br -variant abnt2

Também é possível fazer em tempo de execução, digitando os comandos acima diretamente no terminal.

Como instalar o DBdesigner no Ubuntu?

By Greyson, 7 de julho de 2010

Depois de muito apanhar para tutoriais incompletos na net, encontrei um, que embora, esteja uma parte errada me ajudou a montar a forma mais correta, finalmente consegui instalar o programa de modelagem de dados e vou passar aqui os passos que você deve seguir para concluir com êxito a instalação.
Inicialmente baixe o arquivo tar.gz no link abaixo:
http://www.fabforce.net/downloadfile.php

Descompacte: # tar -xvsf DBDesigner4.x.x.x.tar.gz
Entre no diretorio no meu caso cd /home/Kazenin/DBDesigner4
Execute: ./DBDesigner4
Provavelmente o seguinte erro ocorrerá: libborqt-6.9-qt2.3.so: cannot open shared object file: No such file or directory. Diz que essa lib, libborqt não existe, então você deverá realizar o download dela:
http://prdownloads.sourceforge.net/kylixlibs/kylixlibs3-borqt-3.0-2.tar.gz

Descompacte o arquivo: tar zxfs kylixlibs3-borqt-3.0-2.tar.gz
Entre na pasta e execute: ./install.sh

Isso gerará o segundo erro, e ultimo.
Logue como root:
# su -
Execute esses dois comandos:
# ln -s /usr/lib/kylix3/libborqt-6.9-qt2.3.so /usr/lib
# ldconfig

Depois execute: ./install.sh novamente

E pronto, volte na pasta do DBDesigner e execute o ./DBDesigner4 novamente e comece a utilizar esse programa modelador de BDs
Abraço a todos e comentem, postando qualquer dúvida

OBS: onde aparece o "./" no texto significa executar via terminal porém em modo gráfico 2 cliques tem o mesmo efeito.

Resolvendo problemas com o APT

By Greyson, 26 de junho de 2010

Quem nunca se deparou com um problema de apt-get que travava o aplicativo fazendo-o ficar totalmente sem reação? Este artigo mostra como solucionar diversas falhas do apt-get. (lembrando que dependendo da distro alguns comandos devem ser rodados usando o sudo)

Problema 1: Os pacotes possuem arquivos que serão sobrescritos. – Os pacotes possuem dependências mal-resolvidas – Há conflitos entre pacotes – Um pacote não pode ser removido ou atualizado pelo dpkg

Solução: Rodar os comandos:
#echo "force-all" >/etc/dpkg/dpkg.cfg
#apt-get -f install

A partir disso ficará fácil instalar pacotes usando o apt-get/aptitude sendo que este comando resolve 99% dos problemas que estas aplicações apresentam, por isso recomendo mesmo que você ainda não tenha tido o problema!
Não há nenhum perigo em usar o force-all no dpkg, mesmo porque o apt-get resolve as dependências…. Uso esta opção desde que migrei para o Debian e sempre me salva durante os necessários apt-get upgrade.

Problema 2: Um pacote é instalado corrompido – Tento instalar denovo e o apt-get diz que já esta instalado!

Rode o comando:

#apt-get remove seu_pacote_corrompido; apt-get update ; apt-get clean
#apt-get --reinstall install nome_do_pacote

Problema 3: O apt-get reclama que meu repositório não tem a chave GPG(NO_PUBKEY)…

Para resolver isso é muito simples, primeiro rode o apt-get update…

Copie o código que aparece no erro em negrito no log abaixo:

W: GPG error: ftp://ftp.debian.org/ testing Release:
The following signatures couldn’t be verified because the public key is not available: NO_PUBKEY 010908312D230C5F

W: There is no public key available for the following key IDs:
010908312D230C5F

Então rode os comandos com o key ID encontrado:

#gpg --keyserver pgpkeys.mit.edu --recv-key 010908312D230C5F
#gpg -a --export 010908312D230C5F | sudo apt-key add -

Problema 4: Mensagem “sub-processo post-installation script retornou estado de saída de erro (número qualquer)”l
Erros foram encontrados durante o processamento de: nome_do_pacote)

Para solucionar determine o nome do pacote que causou o erro, por exemplo no log abaixo, mostro em negrito o nome do pacote que causou o problema no meu caso(em negrito, xosview):

newaliases: warning: valid_hostname: numeric hostname: 69522
newaliases: fatal: bad parameter value: 69522
dpkg: error processing xosview (–configure):
subprocess post-installation script returned error exit status 75 sub-processo post-installation script retornou estado de saída de erro 75
Errors were encountered while processing:
Erros foram encontrados durante o processamento de:
xosview

Tendo determinado o nome do pacote, rode então os comandos abaixo trocando a palavra xosview pelo nome do pacote que causou o problema:

#rm -f /var/lib/dpkg/info/xosview.post*
#rm -f /var/lib/dpkg/info/xosview.pre*
#apt-get -f install

Problema 5: Erro durante a remoção de pacote..

TROQUE abaixo a palavra pacote_defeituoso pelo nome do pacote que não quer ser removido e então rode estes comandos:

#rm -f /var/lib/dpkg/info/pacote_defeituoso.post*
#rm -f /var/lib/dpkg/info/pacote_defeituoso.pre*
#apt-get remove escreva_aqui_o_nome_do_pacote_defeituoso

Problema 6: Erro no /var/lib/dpkg/status…

Muitas vezes o apt-get da erros de leitura no arquivo /var/lib/dpkg/status, para resolver basta executar:

#cp /var/lib/dpkg/status-old /var/lib/dpkg/status

Se isto não resolver, leia Problema 7.

Problema 7: Problema 6 persiste ou Problema com apt-get que tem com muitos repositórios (erro de out of room também)

O erro se parece com o mostrado abaixo:
E: Dynamic MMap ran out of room

Edite o arquivo /etc/apt/apt.conf, aumentando o cache limit…

Apt::Cache-Limit “8388604″;

Problema 8: Durante o download alguns arquivos não são encontrados para download:

Para este caso a solução é rodar o comando apt-get update, como mostrado abaixo:

#apt-get update

Re-execute a instalação do pacote problemático, caso isso não resolva você tera de trocar seu /etc/apt/sources.list.

Fonte

Lançamento DVD Ubuntu 10.04 Linux Acessível

By Greyson, 24 de junho de 2010

Lançado o DVD personalizado do Ubuntu 10.04!!

Finalmente finalizada a remasterização da nova versão do Ubuntu, incluindo aplicativos, scripts e configurações que deixam o sistema mais fácil para uso de pessoas com deficiência visual.

Principais características

* Sistema configurado para carregar em português e com o leitor de telas Orca ativo.
* Scripts para regular o tamanho da fonte, um recurso facilitador para pessoas de baixa visão.
* Troca do GKSU (programa que solicita a senha para execução de programas administrativos) por uma versão que não trava o Orca.
* Teclas de atalhos definidas para ajustar se o Orca vai ser carregado automaticamente ou não.
* Tecla de atalho definida para restaurar o Orca ao default da instalação.
*Orca configurado para ativar o ampliador de telas na janela de login.
* Definida tecla de atalho para carregar o Orca com o ampliador ativado.
*Instalado o Mozilla firefox 3.5.9 no lugar do Mozilla Firefox 3.6, por este último, apresentar problemas de acessibilidade.
* Instalado plugin que controla o Skype pelo Pidgin.

Download:
Linux Acessível 10.04.1 — Imagem ISO

Linux Acessível 10.04.1 — MD5 para verificação do download

Nota importante:
Devido a modificações no programa de remasterização, agora quando o DVD for carregado, será preciso digitar um nome de usuário para logar no sistema. Então, quando o sistema carregar e Orca começar a falar, tecle "Enter" no botão "Iniciar Sessão" e digite "tux" (nome do pingüim mascote do GNU/Linux) para o usuário, deixando o campo senha em branco.

* Na "pasta Pessoal", que pode ser acessada pelas teclas Control + Alt + H, coloquei um texto com as teclas de atalhos utilizadas nesta customização.

Definição e exemplos de uso do comando chmod

By Greyson, 23 de junho de 2010

A pedidos de amigos na internet que estão se preparando para concursos em todo o Brasil, preparei este pequeno mas esclarecedor conteúdo a respeito deste comando que tem dado o que falar nas provas da área de tecnologia.

As permissões são um dos aspectos mais importantes  do Linux. Elas são usadas para vários fins, mas servem principalmente para proteger o sistema e os arquivos dos usuários. Manipular permissões é uma atividade interessante, mas complexa ao mesmo tempo. Mas tal complexidade não deve ser interpretada como dificuldade e sim como possibilidade de lidar com uma grande variedade de configurações, o que permite criar vários tipos de proteção a arquivos e diretórios.

Como sabemos, somente o  root tem ações irrestritas no sistema, justamente por ser o usuário responsável pela configuração, administração e manutenção do Linux. Cabe a ele, por exemplo, determinar o que cada usuário pode executar, criar, modificar, etc. Naturalmente, a forma usada para especificar o que cada usuário do sistema pode fazer é a determinação de permissões. Sendo assim, neste artigo você verá como configurar permissões de arquivos e diretórios, assim como modificá-las.

Com o comando chmod (de change mode) você pode configurar permissões de duas maneiras: simbolicamente e numericamente. Primeiramente veremos o método simbólico.

Para ter uma visão mais clara da forma simbólica com o chmod, imagine que tais símbolos se encontram em duas listas, e a combinação deles gera a permissão:

Lista 1
Símbolo
u => usuário
g => grupo
O (letra 'o' maiúscula) => outro
a => todos

Lista 2
Símbolo
r => leitura
w => gravação
x => execução

Para poder combinar os símbolos destas duas listas, usam-se os operadores:

+ (sinal de adição) => adicionar permissão
- (sinal de subtração) => remover permissão
= (sinal de igualdade) => definir permissão

Para mostrar como essa combinação é feita, vamos supor que você deseje adicionar permissão de gravação no arquivo "arquivo" para um usuário. O comando a ser digitado é: (neste caso estamos levando em consideração que estamos na localização /home/usuario e que este usuário é o dono do diretório)

$ chmod u+w arquivo (lembrando que no Linux pouco importa a questão das extensões, salvo alguns casos)

O "u" indica que a permissão será dada a um usuário, o sinal de adição (+) indica que está sendo adicionada uma permissão e "w" indica que a permissão que está sendo dada é de gravação.

Caso você queira dar permissões de leitura e gravação ao seu grupo, o comando será:

$ chmod g+rw arquivo

Agora, vamos supor que o arquivo arquivo deverá estar com todas as permissões disponíveis para o grupo. Podemos usar então:

$ chmod g=rwx arquivo

Dica: crie arquivos e diretórios. Em seguida, teste a combinação de permissões com chmod. Isso lhe ajudará muito no entendimento.

Usando chmod com o método numérico

Usar o chmod com valores numéricos é uma tarefa bastante prática. Em vez de usar letras como símbolos para cada permissão, usam-se números. Se determinada permissão é habilitada, atribui-se valor 1, caso contrário, atribui-se o valor 0. Sendo assim, a string de permissões r-xr—– na forma numérica fica sendo 101100000. Essa combinação de 1 e 0 é um número binário. Mas temos ainda que acrescentar a forma decimal (ou seja, números de 0 a 9)

Como sabemos, os programadores clássicos (aqueles que programam em linguagem de baixo nível) são muito bons e matemática e como não poderia deixar de ser, usaram um método numérico para dar mais esta opção ao chmod de agregar e alterar permissões em arquivos e diretórios:

Permissão Binário Decimal
000 0
–x 001 1
-w- 010 2
-wx 011 3
r– 100 4
r-x 101 5
rw- 110 6
rwx 111 7

Viu aí? código binário em ação! daí podemos tirar as conclusões:

1º É muito mais fácil dar e alterar permissões em método numérico;

2º A visualização (entendimento) das permissões separadas ou reunidas também se torna mais simples;

Vamos deixar de blá blá blá e dar um exemplo prático? pois bem:

Antes de mais nada iremos destrinchar a tabela acima para compreendermos facilmente o exemplo:

Sempre da esquerda para a direita temos as permissões:

Ex: 421

4 = para o dono

2 = pra o grupo

1 = para todos os outros

(read) r = 4

(write) w = 2

(execution) x = 1

Certo?

E na combinação podemos ter:

(read + execution) rx = 5 –> 4+1

(read + write) rw = 6 –> 4 + 2

(read + write + execution) rwx –> 4 + 2 + 1

E finalmente 0 (zero) significa que não há permissão alguma

sendo assim:

$ chmod 600 arquivo

Qual é a permissão?

6 = o dono pode ler e escrever (4 + 2)

0 = o grupo não tem permissão

0 = o restante também não possui permissão

A complexidade explica o porquê da eficiência e da segurança que é assegurada aos sistemas baseados em Unix, por isso temos realmente de treinar bastante para compreender e dominar este assunto que em muitos casos já chegou a discussões ferrenhas em canais de IRC e nos fóruns espalhados pela rede. Espero ter sido claro e caso hajam dúvidas postem no fórum. Não esqueçam de comentar.

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