Category: Tecnologia

Configurando Ubuntu server com DHCP e BIND integrados

By Greyson, 5 de setembro de 2010

Creio que muitos administradores de rede necessitam desse tipo de serviço integrados e acreditem ou não, ainda perdem tempo memorizando ou possuem planilhas contendo endereços IP. Em uma rede pequena tudo bem, mas quando você já possui 100, 200, 300 hosts fica bem complicado não acham? Com esse post quero mostrar como um servidor Linux pode conter um banco de dados de hosts e endereços IP atualizando dinamicamente, deixando a vida do sysadmin mais tranquila neste aspecto quando é utilizado dhcp na rede. Para quem usa IPs fixos recomendo este excelente tutorial escrito pelo Carlos Morimoto.

Integrando os dois serviços:

Partiremos do ponto em que você já possui os pacotes bind9 e dhcp3-server instalados no seu servidor. Caso contrário o comando é: $ sudo apt-get update && sudo apt-get install dhcp3-server bind9. As configurações necessárias para o funcionamento do serviço de DNS no Ubuntu Server serão no arquivo /etc/bind/named.conf. Será necessário criar 2 arquivos que servirão de base de dados para armazenar informações sobre as estações da rede local, além de adicionar algumas configurações no serviço de DHCP (/etc/dhcp3/dhcpd.conf). Vamos lá.

Chave de segurança:

Na instalação do bind9 é criada uma chave de segurança para que os serviços de DHCP e DNS possem trocar informações entre si, a chave fica no arquivo /etc/bind/rndc.key.

Adicionando configurações no DHCP:

Para que o serviço DHCP funcione em conjunto com o serviço de DNS, será necessário adicionar algumas configurações no serviço de DHCP (/etc/dhcp3/dhcpd.conf).

$ sudo nano /etc/dhcp3/dhcpd.conf

ddns-update-style interim;
ddns-updates on;
ddns-domainname "empresabcd.local";

ddns-rev-domainname "1.168.192.in-add.arpa";
# chave encontrada em /etc/bind/rndc.key
key "rndc-key" {
algorithm hmac-md5;
secret "aQe2gLhLlNyF6Aol5YlOPg==";
};
# zonas
zone empresabcd.local {
primary 192.168.1.2;
key rndc-key;
}

zone 1.168.192.in-addr.arpa {
primary 192.168.1.2;
key rndc-key;
}

# Configuração Básica da rede

default-lease-time 600;
max-lease-time 7200;
authoritative;

subnet 192.168.1.0 netmask 255.255.255.0 {
range 192.168.1.10 192.168.1.35;
option routers 192.168.1.2;
option domain-name "empresabcd.local";
option domain-name-servers 192.168.1.2;
option broadcast-address 192.168.1.255;

}

Breve explicação:

  • ddns-update-style –> Informa o tipo de atualização;
  • zone empresabcd.local –> Informa a zona que irá converter IP em nome;
  • zone 1.168.192.in-addr.arpa –> Informa a zona que irá converter nome em IP.
  • option routers –> Informa o gateway.
  • range –> Informa a faixa de IP que pode ser atribuída às estações;
  • Option domain-name –> Informa o nome do domínio;
  • option domain-name-servers –> Informa os servidores de dns;
  • default-lease-time –> Informa o tempo máximo que um endereço IP é "alugado" por uma estação, sem segundos;
  • max-lease-time –> Informa o tempo de aluguel de um endereço IP caso a estação não informe;
  • subnet –> Informa a rede;
  • netmask –> Informa a máscara da rede;

Mais informações podem ser encontradas aqui

Configurando o BIND (DNS):

A função zone definirá como o servidor comportará, configurando como master, ele armazenará as informações dos hosts e poderá fornecer respostas autorizadas.

$ sudo nano /etc/bind/named.conf

// This is the primary configuration file for the BIND DNS server named.
//
// Please read /usr/share/doc/bind9/README.Debian.gz for information on the
// structure of BIND configuration files in Debian, *BEFORE* you customize
// this configuration file.
//
// If you are just adding zones, please do that in /etc/bind/named.conf.local

include "/etc/bind/named.conf.options";

// prime the server with knowledge of the root servers
zone "." {
type hint;
file "/etc/bind/db.root";
};

// be authoritative for the localhost forward and reverse zones, and for
// broadcast zones as per RFC 1912

zone "localhost" {
type master;
file "/etc/bind/db.local";
};

zone "127.in-addr.arpa" {
type master;
file "/etc/bind/db.127";
};

zone "0.in-addr.arpa" {
type master;
file "/etc/bind/db.0";
};

zone "255.in-addr.arpa" {
type master;
file "/etc/bind/db.255";
};
key "rndc-key" {
algorithm hmac-md5;
secret "aQe2gLhLlNyF6Aol5YlOPg==";
};
zone "empresabcd.local" {
type master;
file "/var/cache/bind/db.empresabcd";
allow-update { key rndc-key;};
};

zone "1.168.192.in-addr.arpa" {
type master;
file "/var/cache/bind/db.1.168.192.in-addr.arpa";
allow-update { key rndc-key;};
};
include "/etc/bind/named.conf.local";

Configurando os arquivos de zonas:

O arquivo da base de dados da zona é composto pelos parâmetros global e outras informações (informações dos hosts que são adicionados).

Zona direta:

$ sudo nano /var/cache/bind/db.empresabcd

$TTL 43200   ; 12 hours
@         IN SOA   server.empresabcd.local.  root.empresabcd.local (
2          ; serial
28800      ; refresh (8 hours)
14400      ; retry (4 hours)
3600000    ; expire (5 weeks 6 days 16 hours)
86400      ; minimum (1 day)
)
@         IN NS   server.empresabcd.local
server      IN A   192.168.1.2

Agora a zona reversa:

$ sudo nano /var/cache/bind/db.1.168.192.in-addr.arpa

$TTL 43200   ; 12 hours
@          IN SOA   server.empresabcd.local. root.empresabcd.local. (
1          ; serial
28800      ; refresh (8 hours)
14400      ; retry (4 hours)
3600000    ; expire (5 weeks 6 days 16 hours)
86400      ; minimum (1 day)
)
@         IN NS   server.empresabcd.local.
2         IN PTR   server.empresabcd.local.

Breve explicação para os parâmetros:

  • @ –> indica o domínio, sem a necessidade de escrevê-lo;
  • IN –> indica que a rede é TCP/IP;
  • SOA (Start Of Authority) –> indica que esses registros são parâmetros globais;
  • server.empresabcd.local.–> indica o servidor que tem autoridade sobre a zona;
  • root.empresabcd.local. –> indica o e-mail do usuário responsável pelo domínio;
  • serial –> é um contador, a cada vez que a zona é alterada esse valor aumenta, normalmente é utilizado para atualização do servidor secundário, caso o serial dele seja inferior;
  • refresh –> é o período de tempo (em segundos) em que o servidor secundário se atualizará;
  • retry –> é o período de tempo (em segundos) em que o servidor secundário tentará atualizar novamente caso tenha erro em alguma tentativa;
  • expire –> é o tempo que o servidor secundário ficará respondendo caso não consiga se comunicar com o servidor primário;
  • minimum –> é o tempo que uma consulta ficará armazenada em cache.
  • NS (Name Server) –> indica o servidor de nomes da zona;
  • A (Address) –> indica os hosts com seus respectivos endereços IP, essa informação é utilizada para converter nome em endereço IP, essa informação consta na zona normal;
  • PTR (Pointer) –> indica on endereço IP com seus respectivo hosts, essa informação é utilizada para endereço IP em nome, essa informação consta apenas na zona reversa.

Agora dê as permissões aos arquivos de zonas:

$ sudo chown bind.bind /var/cache/bind -R

Reinicie o serviço com $ sudo service bind9 restart e confira o log com o comando $ cat /var/log/daemon.log onde mostrará a inicialização do BIND. Caso existam erros favor verifique todos os passos anteriores.

Algumas observações:

Neste post estou exemplificando usando uma rede Classe C. Mas quando você possui redes de classes A e B? como configurar a zona reversa?

Em classe A ou B, no arquivo de base da dados do DNS reverso deve-se colocar os IP's invertidos.
Ex.:
Para colocar um IP 172.16.0.2 você configura:

$TTL 43200 ; 12 hours
@ IN SOA server.empresabcd.local. root.empresabcd.local. (
1 ; serial
28800 ; refresh (8 hours)
14400 ; retry (4 hours)
3600000 ; expire (5 weeks 6 days 16 hours)
86400 ; minimum (1 day)
)
@ IN NS server.empresabcd.local.
2.0 IN PTR server.empresabcd.local.

Para colocar um IP 10.20.30.2 você configura:

$TTL 43200 ; 12 hours
@ IN SOA server.empresabcd.local.  root.empresabcd.local.(

1 ; serial
28800 ; refresh (8 hours)
14400 ; retry (4 hours)
3600000 ; expire (5 weeks 6 days 16 hours)
86400 ; minimum (1 day)
)
@ IN NS server.empresabcd.local.
2.30.20 IN PTR server.empresabcd.local.

Em resumo:

Para classe C deve-se informar X
Para classe B deve-se informar X.X
Para classe A deve-se informar X.X.X

Por que os arquivos de banco de dados de zonas foram criados em /var/cache/bind e não em /etc/bind ?

Porque o Apparmor configura o dono da pasta /etc/bind para o root não permitindo alteração do dono. Caso queira você pode criar os arquivos dentro de /var/lib/bind

Perceba que assim que estiver tudo funcionando será criado arquivo *.jnl que guardará as alterações feitas conforme os computadores "entram" ou "saem" da rede.

Criei este post com a esperança que seja útil a alguém. Sugestões, críticas e dúvidas e elogios podem ser feitas nos comentários ou no fórum. Sucesso a todos.

Definição e uso dos comandos egrep e grep

By Greyson, 27 de agosto de 2010

Comando egrep:

Definindo: Procura num arquivo linhas que combinam com o que você especificou.

Exemplos:

Vamos ver o conteúdo do arquivo teste:

linha1

linha2

linha3

linha4

Agora os comandos:

# egrep linha1 teste

e o resultado é:

linha1

linha2

linha3

linha4

# egrep -n linha2 teste

e o resultado é:

2: linha2

Obs: Neste exemplo, usei o parâmetro "-n" que mostra o número da linha (2).

# egrep -v linha2 teste

como resultado temos:

linha1

linha3

linha4

Obs: Neste exemplo, com a opção -v, foi mostrado tudo, exceto o não correspondente que era a linha que tinha o conteúdo de "linha2".

Comando grep:

Definindo: Procura uma palavra especificada, ou uma expressão, nas linhas de um arquivo. Basicamente ele faz buscas. É muito usado juntamente como o pipe (|) e caracteres coringas.

Exemplos:

# grep mozilla teste1.txt

Irá mostrar todas as linhas que contenha a palavra mozilla do arquivo teste1.txt

# grep -n mozilla teste1.txt

Irá mostrar todas as linhas que contenha a palavra mozilla do arquivo teste1.txt, numerando-as.

# grep -n mozilla teste1.txt > teste5

Irá colocar as linhas, numeradas, que contenha a palavra mozilla do arquivo teste1.txt no novo arquivo criad, o teste5.

# grep kazenin /etc/passwd

Irá procurar, e caso ache, listar a linha onde contém a palavra kazenin no arquivo /etc/passwd.

# grep ^k /etc/passwd

Irá listar a linha que contenha qualquer palavra iniciada com a letra k no arquivo especificado.

Nota: o caracter "^" significa começo de linha e o "$" significa fim da linha.

$ grep T$ /etc/firewall.sh

Irá listar todas as linhas que tenham alguma palavra que termina com T do arquivo especificado.

$ grep T$ /etc/firewall.sh > /home/teste9

Irá listar todas as linhas que tenham alguma palavra que termina com T do arquivo especificado e colocá-las no arquivo /home/teste9

$ grep -c T$ /etc/firewall.sh

Irá listar, mas não mostrar, todas as linhas que tenham alguma palavra que termina com T do arquivo especificado e retornar a quantidade todal de linhas achadas, por exemplo, 24.

# grep -v echo /home/verlogs1.sh

Irá listar todas as linhas que não (-v) tenham a palavra echo, do arquivo especificado.

# grep -v ^# /home/verlogs1.sh

Irá listar todas as linhas que não (-v) comecem (^) com o caracter # do arquivo especificado.

# grep -v ^# /home/verlogs1.sh > teste14

Irá listar todas as linhas que não comecem com o caracter #, do arquivo especificado e colocando-as no arquivo teste14.

# grep -v ^# /etc/apache/config.conf | sed -e '/^$/d'

Irá listar todas as linhas que não comecem com o caracter # e as mesmas serão direcionadas (o pipe) para o comando sed que neste caso não irá exibir as linhas em branco.

Alguns Operadores úteis:

Use o [] para casar algum caracter, ou faixa, de uma lista:

"[Ee]sta" é o mesmo para as linhas contendo "Esta" ou "esta"

"[^Ee]sta" é o mesmo para as linhas contendo "Esta" ou "esta"

[0-5] é o mesmo para as linhas contendo [012345]

[a-d] é o mesmo para as linhas contendo [abcd]

[A-D] é o mesmo para as linhas contendo [ABCD]

[[:alpha:]] é o mesmo para as linhas contendo [a-zA-Z]

[[:upper:]] é o mesmo para as linhas contendo [A-Z]

[[:lower:]] é o mesmo para as linhas contendo [a-z]

# grep "debian\|ubuntu" teste

Mostra linhas contendo "debian" ou "ubuntu" do arquivo teste

# grep "Eu gosto da distribuição \(debian\|ubuntu\)" teste

Mostra linhas contendo "Eu gosto da distribuição "debian" ou "Eu gosto da distribuição ubuntu" do arquivo teste

Escrevi este post na esperança de que seja útil e que traga algum aprendizado a alguém. Sugestões, críticas e dúvidas são bem vindas nos comentários ou no fórum. Sucesso a todos!

Acessando protocolos msn, jabber, AOL, ICQ, via IRC com o Bitlbee

By Greyson, 26 de agosto de 2010

Para quem odeia aqueles alarmes, animações, desenhos e emoticons, conheça como acessar seus protocolos prediletos através de um cliente de IRC. Um grupo de holandeses resolveu criar um programa de servidor através do qual clientes de IRC (como XChat, mIRC etc) podem se conectar e conectar-se a múltiplas contas MSN/Jabber/ICQ/AOL/Yahoo (incluindo Google Talk). O resultado dessa idéia chama-se Bitlbee, que pode ser baixado e rodado localmente ou qualquer um pode se conectar a um dos servidores públicos existentes.
Para nos ambientarmos no Bitlbee, irei criar uma conta e adicionar alguns contatos. Para isso, vamos digitar em um cliente de IRC o comando equivalente a:

/server im.bitlbee.org 6667

O comando acima irá nos conectar ao servidor im.bitlbee.org na porta 6667 (padrão deste servidor). Assim que a conexão for estabelecida, o canal &bitlbee será automaticamente aberto e o nick root (um bot) irá enviar as seguintes mensagens:

(root) Welcome to the BitlBee gateway!
(root)
(root) If you’ve never used BitlBee before, please do read the help information using the help command. Lots of FAQ’s are answered there.

Através do nick root o Bitlbee irá mandar as mensagens de erro e outras comunicações do sistema. Tudo que é dito no canal &bitlbee só é visto por você e mais ninguém, mesmo que esteja no mesmo servidor im.bitlbee.org. O nick que você utilizar no ato da conexão será considerado como login para o Bitlbee. Para acessar sua conta denovo, você terá que utilizar o mesmo nick. Caso queira trocar, será necessário desconectar pois o Bitlbee não suporta o comando /nick.
Para esta demonstração utilizarei o nick kazenin (que na verdade é o meu nick nas redes freenode e virtualife).  O primeiro passo será adicionar uma conta MSN. Para isso basta digitar:

(kazenin) account add msn meuusuario@hotmail.com minhasenha

O comando acima irá adicionar no sistema a conta de MSN de endereço meuusuario@hotmail.com com a senha minhasenha. O sistema irá confirmar a adesão com a mensagem:

(root) Account successfully added

Assim como no Pidgin, além de adicionar no sistema a conta com sua respectiva senha, temos que torná-la online. Para isso, envie a mensagem:

(kazenin) account on

O Bitlbee irá retornar:

(root) MSN – Logging in: Connecting
(root) MSN – Logging in: Connected to server, waiting for reply
(root) MSN – Logging in: Transferring to other server
(root) MSN – Logging in: Connected to server, waiting for reply
(root) MSN – Logging in: Authenticated, getting buddy list
(root) MSN – Logged in
* bruna (bruna.mu@…com) has joined &bitlbee
* papa (pzl@…org) has joined &bitlbee
* root sets mode: +v papa
* frikasoide (frikasoide@…com) has joined &bitlbee

Entrarão nos canais os nicks correspondentes aos usuários que estão na lista de contato do MSN de meuusuario@hotmail.com. Os nicks são constituídos pelo nome à esquerda da arroba do endereço MSN. Se houverem nicks homônimos, o Bitlbee irá adicionar underline (_) ao final do nick para evitar colisões.

Para enviar mensagens basta abrir um PVT com um dos nicks e a mensagem chegará ao seu destinatário. Vale ressaltar que não só múltiplas contas de protocolos diferentes podem ser adicionadas no Bitlbee como também múltiplas contas de um mesmo protocolo, ou seja, seguindo o exemplo desta postagem, poderíamos adicionar outros MSNs.

Por fim, vamos salvar a conta neste servidor para que não seja necessário repetir a adesão da conta todas as vezes. Para isso basta digitar:

(kazenin) register senha123456
(root) Password successfully changed
(root) Configuration saved

A conta kazenin foi registrada com a senha senha123456. Da próxima vez, basta entrar em im.bitlbee.org utilizando o nick kazenin e enviar a seguinte mensagem para se identificar:

(kazenin) identify senha123456
(root) Password accepted

E todas as suas alterações serão salvadas sob este nick e senha. Para conhecer mais comandos e como utilizar melhor o Bitlbee, envie a mensagem:

(kazenin) help quickstart

E o nick root irá exibir um breve tutorial que permite um uso satisfatório do Bitlbee. O Bitlbee só peca por ainda não suportar transferências de arquivos mas elas são substituídas facilmente por outros meios como e-mail ou sistemas de armazenamento temporário como www.yousendit.com.

Além do Bitlbee ser uma forma de baixo consumo de acessar múltiplos sistemas de mensagem instantâneas, é bem fácil fazer scripts, automatizações e bots para estes sistemas em cima do Bitlbee. Além do mais, para quem já usa um cliente de IRC como o XChat (que acompanha o Ubuntu) para ficar ligado nos canais de sua preferência, pode manter seus contatos MSN/Jabber/ICQ/AOL/Yahoo em uma mesma janela.

Escrevi este texto na esperança que seja útil a alguém. Dúvidas, sugestões e críticas são bem-vindas via comentários ou o fórum. Sucesso a todos!

Como conectar o Openoffice a um banco de dados Mysql

By Greyson, 6 de agosto de 2010

Uma das boas coisas do OpenOffice.org é a capacidade dele de usar diferentes sistemas de banco de dados. Basta que ele receba o driver correto e o OpenOffice.org pode se conectar a virtualmente qualquer banco de dados, inclusive ao MySQL. Porém, decidir qual driver de banco de dados usar e como estabelecer a conexão entre o MySQL e o OpenOffice.org pode ser um pouco difícil. Vamos dar uma olhada no processo.
Primeiro de tudo, você deve escolher qual driver (também conhecido como conector) deverá ser usado. O MySQL oferece dois conectores que permite que você manipule dados do MySQL a partir do OpenOffice.org: o driver ODBC para MySQL (Connector/ODBC) e o driver JDBC para MySQL (Connector/J). O último é mais fácil de instalar e configurar, e pode ser usado em Linux, Windows e MacOS/X (ele inclusive funciona com o NeoOffice) exatamente do mesmo modo. Porém, como o seu nome sugere, o Connector/J exige que o Java esteja instalado em sua máquina. Apesar de agora o nível de liberdade do Java já não é mais uma preocupação, você ainda precisará ter certeza de que o ambiente do Java (Java Runtime Environment – JRE) está instalado e foi adicionado no OpenOffice.org. Outro problema com o Connector/J, mais sério, é a funcionalidade razoavelmente limitada quando ele é usado com o OpenOffice.org Base. Por exemplo, usando a GUI do Base, você pode criar uma chave primária, mas não pode ativar a propriedade auto_increment dele. Você pode contornar essa limitação, você pode criar o banco de dados usando o editor interno de SQL (Ferramentas | SQL). Por exemplo: `ID` INT( 10 ) NOT NULL AUTO_INCREMENT PRIMARY KEY. Além disso, você pode usar ferramentas à parte, como o phpMyAdmin ou o HeidiSQL.
O Connector/ODBC não possui tais limitações, mas instalá-lo e configurá-lo é um processo mais complicado. Além disso, no Linux, o conector funciona melhor quando o banco de dados MySQL está instalado na mesma máquina, pois o driver espera encontrar o arquivo mysql.sock em um determinado diretório, falhando em se conectar se ele não for encontrado lá (como pode acontecer com conexões remotas). Claro que você pode fazer o driver se conectar a um banco de dadosremoto, mas como isso exige certos esoterismos, normalmente não vale a pena – principalmente no caso de você planejar instalar o driver em múltiplas máquinas.
Como uma regra rápida, tente primeiro usar o Connector/J se você estiver rodando Linux ou MacOS/X e você se sentir a vontade usando SQL, ou ainda puder editar o banco de dados usando uma ferramenta à parte. Se você for um usuário Windows ou Linux com o MySQL instalado na máquina, então você pode optar pelo Connector/ODBC.

Usando o Connector/J:

Para começar a instalação do driver JDBC do MySQL (Connector/J), copie-o do site da MySQL, descompacte o arquivo copiado e mova o arquivo mysql-connector-java-x.x.x-bin.jar resultante para um local conveniente (por exemplo, seu diretório home). No OpenOffice.org, escolha Ferrmanetas | Opções | Java. Verifique se um JRE Java adequado está selecionado e então clique no botão Class Path. Em seguida, clique em Adicionar Arquivo e selecione mysql-connector-java-x.x.x-bin.jar. Clique em OK para salvar as configurações e feche a janela, e então reinicie o OpenOffice.org.
Agora você está pronto para conectar o OpenOffice.org à sua base de dados MySQL. No OpenOffice.org, escolhar Novo | Banco de Dados. No Assistente de Banco de Dados, selecione a opção “Conectar a um banco de dados existente”, selecione MySQL da lista e clique “Próximo”. Selecione a opção “Conectar usando JDBC (Java Database Connectivity) e clique “Pŕoximo”. Especifique o nome do banco de dados e o endereço do servidor usando os campos apropriados. Para garantir que o driver de JDBC do MySQL está funcionando corretamente, clique o botão “Test class”. Uma vez que o driver seja carregado corretamente, clique “Próximo”. Entre com o nome do usuário do banco de dados no campo “Nome do usuário”. Se o usuário adicionado exigir uma senha, marque a caixa “Senha obrigatória”. Para ver se tudo funciona como esperado, clique no botão “Testar conexão”. Clique no botão “Próximo”, selecione a opção “Sim, registre o banco de dados para mim” e clique em “Concluir”. Dê um nome ao banco de dados e salve-o.

Usando o Connector/ODBC no Ubuntu:

Se o Connector/J funcionar para você, tudo bem. Caso contrário, tente o Connectior/ODBC. O processo para o fazer funcionar é um pouco diferente, dependendo do fato de você estar no Linux ou no Windows. Vamos primeiro falar do Linux – especificamente, o Ubuntu.
Antes de mais nada, instale os pacotes exigidos. Abra o Synaptic e marque para instalação os seguintes pacotes: unixodbc, libmyodbc, e unixodbc-bin. O último pacote contêm as ferramenta GUI para configurar uma conexão com uma base de dados MySQL, que iremos usar ao invés de nos envolvermos com arquivos de configuração.
Uma vez que os pacotes estejam instalados, lance a ferramenta de configuração do ODBC usando o comando sudo ODBCConfig em um terminal. Clique na aba DNS do sistema e clique no botão Adicionar. Clique Adicionar novamente para cirar um novo driver ODBC. Dê ao novo driver um nome e descrição usando os campos apropriados. Assumindo que você está usando a versão 32 bits do Ubuntu, especifique o caminho para o arquivo libmyodbc.so no campo “Driver” (/usr/lib/odbc/libmyodbc.so) e entre com o caminho para o arquivo libodbcmyS.so no campo “Configuração” (/usr/lib/odbc/libodbcmyS.so). O resultado final irá parecer com o da figura. Clique no botão “Salvar e Sair” para salvar as configurações e então clique em OK para abrir a janela de propriedades da Fonte de Dados. Dê à fonte de dados um nome, entre uma descrição, e então especifique o endereço do servidor MySQL, o nome do banco de dados e a porta. Clique OK e estamos prontos para continuar.
Conectar o OpenOffice.org ao banco de dados MySQL usando a conexão criada é apenas uma questão de escolher as opções corretas no Assistente de Banco de Dados. No OpenOffice.org, escolha Novo | Banco de Daods. No Assistente de Banco de Dados, escolha “Conectar a um banco de dados existente”, selecione MySQL da lista e clique “Próximo”. Selecione a opção “Conectar usando ODBC (Open Database Connectivity) e clique “Pŕoximo”. Pesse para o Assistente a conexão ODBC criada usando o botão “Procurar”. Clique “Próximo” e entre com o nome do usuário do banco de dados no campo “Nome do usuário”. Se o usuário adicionado exigir uma senha, marque a caixa “Senha obrigatória”. Para ver se tudo funciona como esperado, clique no botão “Testar conexão”. Clique no botão “Próximo”, selecione a opção “Sim, registre o banco de dados para mim” e clique em “Concluir”. Dê um nome ao banco de dados e salve-o.

Usando o Connector/ODBC no Windows:

Se você está rodando o OOo no Windows, copie o driver ODBC para MySQL (Connector/ODBC), descompacte o arquivo copiado e execute o programa de instalação. Vá até Painel de Controle | Ferramentas Administrativas e de um duplo clique em Fontes de Dados (ODBC). Clique no DSN do Usuário e clique no botão “Adicionar”. Na lista dos drivers disponíveis, selecione “MySQL ODBC Driver”, e clique OK. Isso irá abrir a janela de configuração do Connector/ODBC. Na seção “Login”, entre a informação exigida nos campos apropriados. Clique “Test” para ver se a conexão criada funciona apropriadamente, então clique OK para salvar as configurações e fechar a janela. No OpenOffice.org, crie um novo banco de dados, como descrito anteriormente.

Instalação do Tweetdeck no Ubuntu 10.04

By Greyson, 20 de julho de 2010

Olá amigos, e feliz dia do Amigo por sinal

Aqui vai um passo-a-passo de como instalar o TweetDeck no ubuntu. TweetDeck, para quem não sabe, é um navegador em tempo real que integra todos seus blogs, microblogs (twitter, facebook, mySpace,etc) em um lugar só. É um ótimo aplicativo, estou usando no momento e recomendo.

1- É necessário instalar o Adobe Air, para isso basta acessar http://get.adobe.com/br/air/ e baixar a versão .bin no diretório de sua preferência. (existe a opção pelo pacote .deb também)

2- Após o download do arquivo, abra um terminal (Aplicativos–>Acessórios–>Terminal) e navegue até o local do arquivo (Ex: cd /home/seu-usuario/Download)

3- Atribua ao arquivo a permissão de execução com o comando : chmod +x AdobeAIRInstaller.bin (Lembrando que não precisa digitar o nome inteiro, basta dar um “tab” que ele auto-completa para você).

4- Agora basta executar o comando:  ./AdobeAIRInstaller.bin para instalar o app. Será solicitada sua senha de usuário no processo.

5- Instalado o AdobeAir agora é só acessar http://www.tweetdeck.com/desktop/, clicar em Launch TweetDeck–>Install TweetDeck. Deixe o diretório padrão /opt selecionado e deixe marcado também caso queira criar o ícone no Desktop. Depois clique em ok para prosseguir e enfim cadastre suas contas de redes sociais.

OfficeFolders theme by Themocracy